APRENDIZ DE LAVADEIRA
(Regis Fontes)
Já de manhãzinha cedo,
Com os raios do sol recém nascido cobrindo o seleiro...
As senhoras lavadeiras, o ano inteiro,
Começam o dia varrendo seus terreiros,
Depois cuidam da casa,
Dos maridos e das crianças...
Quão por fim vão aos seus tanques,
Suas roupas ensaboar.
O melhor de esta com estas velhas lavadeiras é,
Ver suas jovens e pequenas aprendizes,
Com os seios de fora, a cantarolar...
São tão lindas e sensuais,
O cheiro de sua mocidade e do seus virgens corpos,
Navegam, adentram em minhas narinas,
Deixando-me no apogeu,
Extraordinariamente ludibriado...
Com seus corpos morenos e cabelos cacheados,
Meus pensamentos e desejos são despertados,
Fantasias brotam, e uma fome sexual me devora por dentro.
Solitárias experiências sexuais
Não era novidade entre os homens de lá...
Mas olhando aquelas morenas
Se molharem e junto com as roupas se ensaboarem,
Para mim nada parecia solitário...
Mais um dia vi que era,
Tudo mudou quando uma jovem chamada “Vera”,
Seus olhos em meus olhos fitou...
A partir daquele momento,
Tudo se diferenciou...
Ela era uma criatura linda,
De seios fartos e bumbum arredondado,
E foi por ela, que meu coração se apaixonou,
E meus olhos desejou...
Quando nos encontrávamos
Desejávamos o tempo parar,
O rebuliço do nossos abraços
Envolvia todo aquele cenário,
As arvores pareciam se contorcer
No compasso da cavalgada de “Vera”...
Podia ver as aves e borboletas
Esvoaçar nossos corpos,
E os mamíferos a imitar os esforços...
Naquele momento meu corpo,
Por aquele aprendiz de lavadeira
Era purificado...
E foi depois daquela vez,
Muitas outras...
E outra...
E outra...
E nada mais foi igual à outrora.
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