quarta-feira, 11 de junho de 2008

LONGE DE MIM ESTAIS

(Regis fontes)

Ó dores...
Dores que não doem na carne,
Dores invisíveis
Que destroem o meu coração,
Se há remédio para tua expiação...
Indica-me!
Anuncia-me!
Diz-me!
Visto como sofro.
Ó feridas...
Feridas que não cicatrizam,
Alanceadas de dentro para fora,
Cortas meu coração em dois...
Que me feris com voracidade.
Não me indicas!
Não me anuncias!
Não me dizes!
Pois já não é segredo
O mau que carrego no peito,
Que venho suportando...
É a angustia de não possuir-te...
É o amofinar do amofinado,
É o abespinhar do abespinhado
Que não consigo segurar...
Já que tu, meu grande amor,
Longe de mim está!

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