quarta-feira, 27 de agosto de 2008

DESORDEM

(Regis Fontes)

O cheiro da desordem esta no ar
É possível sentir a podridão dos corpos inutilizados
Estamos acomodados
Nossos corpos para que servem?

Temos tudo nas mãos
Nem si quer com o dedo
Mechemos um botão...
Os projetos inacabados de gente estão aí

Por todos os lados eles vegetam
Como se fossem uma espécie de verme
Estão propícios a seu infortúnio
Apressam-se a jogar-se nos túmulos

Sentados no trono de apartamentos estamos,
Com a boca escancarada cheia de dentes,
Esperamos a morte chegar!

O futuro nada nos esconde
Ele anuncia bradando em alta voz a nós, débeis
Que dor, sofrimento e morte nos esperam amanhã.

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