DESORDEM
(Regis Fontes)
O cheiro da desordem esta no ar
É possível sentir a podridão dos corpos inutilizados
Estamos acomodados
Nossos corpos para que servem?
Temos tudo nas mãos
Nem si quer com o dedo
Mechemos um botão...
Os projetos inacabados de gente estão aí
Por todos os lados eles vegetam
Como se fossem uma espécie de verme
Estão propícios a seu infortúnio
Apressam-se a jogar-se nos túmulos
Sentados no trono de apartamentos estamos,
Com a boca escancarada cheia de dentes,
Esperamos a morte chegar!
O futuro nada nos esconde
Ele anuncia bradando em alta voz a nós, débeis
Que dor, sofrimento e morte nos esperam amanhã.
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