VITÓRIA
(Regis Fontes)
Não consigo ver o fim
Essa estrada é longa de mais para mim
Os estilhaços vão ficando a cada curva
Coração, cabeça, membros e rim...
Não consigo ver o fim
O brado é emudecido
O ranger dos dentes é meu único grito
Meu sofrimento ainda persiste.
Por que não consigo morrer?
Está tão difícil viver...
Vivo por não conseguir perecer
A dor perene insiste em persistir.
O grito das aves que anseiam pela minha carcaça é extremo
Meus restos mortais vão ficando no caminho
Com tudo isso paro e penso:
Não vou conseguir...?
Eu vou desistir.
Vou voltar e recolher o que sobrou de mim.
Mas subitamente um sussurro me acalenta
Doce e consolador...
Voz tenra e suave que me adverte:
(Prossiga e insista em prosseguir)
Pois quando a dor cessar
A aflição se tornar escassa
Teu grito será VITÓRIA, VITÓRIA E VITÓRIA.
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