sexta-feira, 8 de agosto de 2008

PERDIDO

(Regis Fontes)

A noite turva
Contempla-me, obscuro...
Hoje muito mais sombrio que ela,
E se pergunta:

Onde está aquele rapaz?
Que me observara ontem,
Que se encantava com o meu luar,
Que se desvairava com o meu negro olhar?

No entanto, bem pode ver a lua,
O labirinto que’u ando,
E a cegueira do meu momento...

A peste tomando conta de minha mente,
E o câncer corroendo o meu presente,
Bem pode ver eu me perdendo como feito essa gente.

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