terça-feira, 23 de dezembro de 2008

DOR DE MORTE

(Regis Fontes)

Nada pior que a dor de sofre uma perda
Sabemos que uma hora aquela pessoa terá de ir
Mas o consolo é inútil na hora que vai
Tudo se torna fútil, nada é pior

A escuridão insiste em ficar ao derredor
A tristeza arromba a porta da tua alma
O arrepio denuncia tua dor
Que mesmo sentida com calma o espírito reclama

E a lembrança tortuosa te diz
Nunca mas o verás
Sua voz foi calada pela morte
E junto com ela seus abraços e tua sorte

O grito nessa hora é agradável
No entanto a postura tem de ser mantida
A cerimônia fúnebre continua
E a morte da tua cara sorria

Um defunto deformado e sem cor
É o que tens agora
Logo mais que o enterrarem
A dor é a única que sobra

Só a dor que resta
Dor e ausência
Perda e doença
E logo mais uma nova morte
E uma nova dor
E uma nova demência.

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