sábado, 26 de abril de 2008

MISTÉRIO DA VIDA

(Regis Fontes)

Tua roupa amarrotada
Nada te engrandece,
No entanto teu corpo sem nada
Realça a luz que ilumina meu viver,

Teu corpo desnudo encandeia
Meu corpo peludo...
Nós dois no escuro da noite
Envolvemos-nos no alvoroço
Que o vai e vem dos teus quadriz
Sobre meu busto formoso provoca...

A noite fria eu não sinto
Pois meus restos mortais incendeias...
Na tua carcaça sem nada,
Na tua vagina molhada
Meu cadáver deságua...

Como sereias, nossas células reprodutivas,
Dançam cirandando e mergulhando, mergulhando...
Quão por fim alojassem-se no seu ambiente
Para ali nosso filhote brotar,
E o pulcro segredo da vida continuar.

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