MISTÉRIO DA VIDA
(Regis Fontes)
Tua roupa amarrotada
Nada te engrandece,
No entanto teu corpo sem nada
Realça a luz que ilumina meu viver,
Teu corpo desnudo encandeia
Meu corpo peludo...
Nós dois no escuro da noite
Envolvemos-nos no alvoroço
Que o vai e vem dos teus quadriz
Sobre meu busto formoso provoca...
A noite fria eu não sinto
Pois meus restos mortais incendeias...
Na tua carcaça sem nada,
Na tua vagina molhada
Meu cadáver deságua...
Como sereias, nossas células reprodutivas,
Dançam cirandando e mergulhando, mergulhando...
Quão por fim alojassem-se no seu ambiente
Para ali nosso filhote brotar,
E o pulcro segredo da vida continuar.
Postar um comentário