domingo, 1 de junho de 2008

TERESINA

(Regis Fontes)

Teu sorriso singelo de menina vadia me elucida tanta alegria!
Mais também me ilustra suplica e aflição,
Dessa terra querida chamada Teresina,
Acha-se notório um verde adorável da sua face criança.
No entanto não é muito esperada a vossa herança,
Que do seu corpo fazemos uma dança,
Dançamos para sua destruição,
Com seu grito de opera delirante já amordaçado,
Com seu cantar lírico disfarçado hoje de um gótico entristecido.

Ah! Minha Teresina,
Minha cidade menina,
O que te sucede?
A ira incontrolável dos loucos industriários te consome...
Tuas belas torrentes já não são as mesmas,
Dantes alvas lágrimas cristalinas,
Transformada em barrentas flúmen!

Ó minha criança,
Na tua face sinto o gosto amargo da impiedade,
No teu corpo vejo a insensatez dos homens...
Ó minha menininha, não chores ainda!
Pois muita gente ainda se alucina tentando te salvar
Das enormes e potentes garras dos homens deste lugar...
Ó minha menininha, não chores ainda!
Dentro do meu peito ainda bate um coração teresinense,
Que não permite nenhum desses doentes te suprimir...
Ó minha menininha, não chores ainda!
Por que nesse exato momento meu peito pulsa dizendo:
Solução ainda há...

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