sábado, 28 de junho de 2008

QUANDO ELA PASSOU POR MIM

(Regis Fontes)

Quando ela passou por mim,
Respirei o suficiente para que o sangue corresse em minhas veias, calei...
Sua beleza era tão intensa que perdi a visão,
Por alguns minutos silencie...

Seus cabelos a acompanhar o dançar do vento!
Seus olhos ligeiros a fitar no vão relento...
Nem me notou ali do seu lado!
[Nem se quer se irritou com a minha irritável presença.].

Na segunda vez que eu a vi, da mesma forma,
Ela estava linda... Bela como sempre...
Mais deferente de outrora, chamei sua atenção,
Não sei por que, mais ela com os seus olhos penetraram em minh’alma.

De forma que parei de respirar,
Seu encanto era tão imenso que arrematava meu fôlego de vida...
O crepúsculo tão oportuno,
A brisa da noite deixava tudo mais favorável para poesia!

Até que em fim, em meio minha língua tremula,
E meus dentes ressecados, sem saliva...
Surgi uma palavra, toda desajeitada ela saiu da minha boca.
Apaixonado! Ela sem entender muito abanou sua cabeça,
E suavemente seus dentes começaram a aparecer!

Sua pele branca me desvairava,
Minhas mãos rapidamente sua pele tocou!
Outro sorriso em seu rosto estreou...
Nossos corpos como imãs se atraíram!

Meus olhos na sua linda e brilhante boca fitei,
Então nossos lábios foram se aproximando, aproximando...
Vagarosamente aproximaram-se... Beijamos-nos!
Os astros que nos olhavam apreensivos... Deleitavam-se em nosso prazer!

A lua sorria, as estrelas sorriam,
A brisa sorria, o céu sorria tudo mudou!
E o beijo durou o resto da noite...
E me apaixonei para o resto da vida!

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