quarta-feira, 4 de junho de 2008

CARTA FRUSTRAFIVA

(Regis Fontes)

A dor de amar é como of spring de ébrios,
A agonia de errar ludibriou-me...
Como um encarcerado, fiquei...
Cativo desse mal, que me corroia por dentro.
Reprimido e desconjuntado do meu próprio eu!
Fazia já sem vontade,
O orgasmo me deixava enojado...
Como se não quisesse mais!
Como se não amasse mais...
Ai! Que ira me tomava ao ver você se despir,
Minha carne calamitosa gritava! Deixa eu te possuir...
No entanto meu eu desenganado de horrores
Estrondava de medo!
O meu desejo já não é o mesmo.
Queria te dizer!
Mas ao nos vermos tu me encheste de prazer,
Que até esqueço o que não quero esquecer.
Ai que mal!
Que ruim para o teu querer,
Que já não contempla o meu amor...
O que dantes era gostar,
Já não sei do que posso chamar isso que se tornou...
Talvez uma brincadeirinha de mau gosto,
Ou então apenas mais uma para minha compilação!
Desculpe-me dizer-te só agora,
Perdoa a minha insensibilidade!
Não menti quando dizia a verdade,
Outrora verdade...
Enfim! A realidade é que amor já não existe...
Agora acena um irritante adeus de costas!
O que tento te falar com toda essa perífrase é,
O amor passou pelo meu peito como um sopro de Deus
Como passa por uma encosta,
Em forma devastadora e veloz!
Como um grito de horror em meio o arraial,
Amedrontador e confortador vendaval.

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