quarta-feira, 4 de junho de 2008

”DE DENTRO DO ESPELHO”

(Regis Fontes)

Um dia eu acordei sem saber:
Onde eu estava quem era você.
Tudo que eu olhava não me era familiar
E tudo que eu tocava saia do lugar.

Parecia esta em outro planeta,
Ou andando encima de um cometa.
Todos corriam desesperados,
Todos pareciam estar atrasados, atrasados.

Fui a até o Box do banheiro para ver meu reflexo no espelho,
Mais meu reflexo não estava muito direito,
Pois minha cabeça estava sem cabelos,
Meus olhos estavam meio vermelhos,
Olhava minhas mãos mais não via dedos.

Corri até a janela para testificar,
Que nunca havia ido aquele lugar,
Nem era eu quem estava lá.

Do lado de fora tudo era de pedra,
Tudo era de mármore dentro da esfera.
As pessoas, se é que posso chamar-las assim,
Pareciam penetras,
Sem jeito,
Sem nada falar,
Sem parar de andar...

Fitei-me novamente.
Belisquei-me.
Mais nada senti... Nada senti
Corri, corri... Corri, corri...
Mais não chegava a lugar algum.

Tempo depois percebi,
Que de dentro do espelho eu olhava,
Olhava e via a realidade da humanidade.
Dor, sofrimento, martírio, aflição...
E me vem um anjo embriagado todo rasgado, todo melado.
Dizendo que toda a dor,
É causada pela falta de clamor...
Clamor, amor...
Agora só sobrou o urro de ardor...

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