VENTO DE DESTRUIÇÃO
(Regis Fontes)
De onde vêm os ventos?
Norte, Sul, Leste, Oeste
De onde vem, para onde me levam?
Posso sentir o cheiro da minha destruição
Meu opróbrio se aproxima
O martírio me espera
Meus erros me condenam
Somos escravos de nossos próprios erros e ilusões
Fique ó minha dor, mas um segundo
Esse mundo imundo fez-me assim
Corrupto, inato, feito todo mundo
Um pobre coitado marginalizado e sujo
Meu estado reflete o mundo
O espelho conjetura meu espectro
Meus gritos cessaram, a impaciência dispara
O momento insólito continua retrogrado sem nada dizer
E o vento me leva
Eu e todos os que aqui vivem
Esse vento impetuoso de assolação
Que é culpa minha, tua, e da nossa má criação.
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