sábado, 30 de agosto de 2008

PALAVRAS DO CABÔCO

(Regis Fontes)

Pra que tanta cobrança
Se meu corpo não é mais teu
Pra que descunfiança
Se tu mermo é que num quer eu

O sol hoje se arribô
Sem eu nem pregá os zoi
Passei a noite assuntando
A carreira dos caubói

A distânça que entre nós tá
É marromeno cem légua
Então pra que tu me desassossega mulé
Cum essa históra de ser fié

O baruio que eu assunto é boi ontão jumento
Sei que aí tu vê carro e grander monumentos
As coisa entre nois não dá mais certo
Se quero te dá um beijo tem que ser pelo correio

Se quero te dá um aperto
Viche nosso senhor num tem mais jeito
Já me imburaquei nessas brenha
Agora tem que agüentar
Já tô inté aprendendo o b-a ba desse lugá

Por isso ocê num mispera
Por que se não cê cança as perna
E vai ficar doente sem módi podê andá
Por que eu gostei desse lugá e num pretendo tão cedo voltá

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